





Em Lonigo (Vicenza – Itália), na região montanhosa dos Béricos, em 27 de setembro de 1859, Padre Antônio Fornasa abençoa o casamento de Marco Andriolo com Margarida Ferraretto. O casal se estabelece em Agugliaro (Vicenza), na casa de Marco. Este exerce a profissão de alfaiate e Margarida ensina às meninas da vizinhança a ler, escrever e as entretém com trabalhos de bordado.
Em 10 de julho de 1861, nasce a sua filha que foi batizada em 14 de julho com os nomes de Isabella, Amália, Ester, depois, Irmã Maria Elisa. A pequena família parece encaminhada para um futuro sereno. O trabalho que não aumenta, conduz Marco a procurar outro lugar. A serenidade da família sofre com isto. Um dia Marco parte e não retorna mais. Dele se perdeu todo indício. Há quem diz que ele se encaminhou para Veneza, outros afirmam que embarcou para as Américas. Margarida ficou sozinha com a menina, procura refúgio junto ao irmão Paolo e bate em muitas portas à busca de um trabalho. Encontra-o junto às Irmãs da Casa de Abrigo da cidade de Éste (Pádua). Elisa tem cerca de seis anos. Estes tristes acontecimentos permanecem sempre envolvidos no silêncio.
A Casa de Abrigo de Éste era uma Instituição confiada às Irmãs da Misericórdia da cidade de Verona. Deste período, Elisa conserva a lembrança da sua Primeira Comunhão ocorrida na Quinta-feira Santa, em 14 de abril de 1870, da qual cada ano fará memória com particular comoção. Concluída a escola elementar, a mãe Margarida a conduz para Veneza junto às Madres Canossianas, onde a filha consegue o diploma de professora elementar de grau superior.
Em Veneza, Elisa conhece uma religiosa da Sociedade do Sagrado Coração de Jesus. Decide entrar naquela Família religiosa e emite os votos simples. Desenvolve o trabalho de professora elementar em Turim e em Roma. Próxima da profissão perpétua, em 1889, deixa a Sociedade do Sagrado Coração e retorna para junto da mãe. Todavia, ela prossegue na busca de realizar o ideal de dedicação a Deus e de doação aos irmãos. No mesmo ano, junto com a mãe Margarida, entra na Congregação das Servas de Maria de Galeazza (Bolonha), instituição promovida pelo Beato Ferdinando Baccilieri, Terciário dos Servos de Maria.
Apenas noviça, Elisa, por causa de frequentes febres de malária deve deixar o convento. A mãe a acompanha. Elisa recordará sempre com afeto e estima as religiosas de Galeazza. Aquela experiência, que a tinha colocado em contato com uma comunidade ligada à Ordem dos Servos de Maria, revela-se determinante para as suas futuras opções. Em Vicença, com a mãe Margarida, fervorosa Terciária dos Servos de Maria, frequenta o Santuário de Nossa Senhora de Monte Bérico. No discernimento e na oração encontra a força e a coragem para dar uma resposta sempre mais clara e concreta ao chamado de Deus, depois que chegou a Vidor (Treviso).
Fonte: Livro Venerável Madre Maria Elisa Andreoli – Fundadora das Servas de Maria Reparadora – páginas 4 e 5
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