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04 dez

NASCIMENTO PARA O CÉU

Túmulo Madre Elisa

 

Com o reconhecimento Pontifício, a Fundadora obtém a permissão de abrir um noviciado no Brasil, em Rio Branco (Acre). Aquele de Rovigo, muito pequeno e insalubre para acolher as jovens, em 1932, foi transferido para um novo edifício construído por Madre Elisa, anexo à Igreja dedicada a Nossa Senhora das Dores, para colocar em veneração a imagem de Nossa Senhora das Dores que, em 1895, tinha movido os olhos de modo prodigioso.

Em 30 de maio a 06 de junho de 1932, celebra-se o segundo Capítulo geral. Madre Elisa é reconfirmada Priora geral. Porém, é necessário pedir licença à Santa Sé, porque este já era o seu terceiro sexênio. Na espera da resposta, confia-se a Maria Santíssima e repete com calma: “O que Deus dispuser, será bem aceito”. A resposta é positiva. Do seu Relatório para o Capítulo, emerge a vitalidade da Congregação, que possui 58 casas das quais 05 no Brasil, 273 Irmãs professas, 30 noviças e 50 postulantes.

No Ano Santo da Redenção de 1933, ocorre também o VII Centenário de fundação da Ordem dos Servos de Maria. O Prior geral, frei Raffaele M. Baldini pede a colaboração para a construção de uma nova urna para as relíquias dos Sete Santos Fundadores no Monte Senário. Madre Elisa responde com uma oferta para as lâmpadas colocadas ao lado da urna.

A sua saúde se faz sempre mais precária. A idade avançada e a fragilidade física não diminuem. Todavia, a vitalidade do seu espírito continua num constante empenho, seja pessoal como no seu Instituto. Assim ela escreve a uma Irmã partindo para o Brasil: “Em cada circunstância dolorosa, permaneça unida a Jesus, abandone-se nos seus braços, confie no seu amor”. Esta é a atitude interior que a elevava nos numerosos momentos de provação.

Os distúrbios de sua doença se acentuam e no fim de junho de 1935 se transfere da casa de Ádria para a casa do noviciado em Rovigo. Logo as suas condições se agravam, tanto que em 09 de julho lhe foi administrada a Unção dos enfermos. As suas filhas pedem ao seu médico para chamar um especialista. Quando Madre Elisa ouviu isto, exclamou: “Não quero especialistas… O meu verdadeiro médico é Jesus!”. Segue uma pequena melhora, mas é claro que a “Madre” está no fim. Em 24 de novembro, na presença de seu diretor espiritual, padre Giacinto Ambrosi, e das Irmãs do Conselho geral, com edificante piedade e humildade, renuncia ao governo da Congregação para poder pensar somente em Deus. Confia a sua Família religiosa à Virgem Nossa Senhora das Dores, à Vigária geral e a todas as Irmãs. Pede perdão pelas faltas, recomenda a observância da Regra e a caridade recíproca.

Em 1º de dezembro de 1935, às 12h 35min, invocando o Santo nome de Jesus, Madre Elisa entra na glória do Pai. Os funerais são celebrados solenemente no dia 04 de dezembro, na Igreja principal (Duomo) de Rovigo. Em 1966, abre-se o processo canônico diocesano para a beatificação e canonização e os restos mortais são transladados na casa mãe de Ádria.

 

Ádria (Rovigo) Casa mãe: leito de Madre Elisa com alguns objetos

 

Fonte: Livro Venerável Madre Maria Elisa Andreoli – Fundadora das Servas de Maria Reparadora – páginas 16 e 17

 

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