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02 jul

AS SERVAS DE MARIA REPARADORAS, HOJE

Campo Grande – Rio de Janeiro – (Brasil) Anderson de Souza,
Painel representando a fundadora, Madre Elisa que entrega para as suas Irmãs a pérola preciosa do Carisma, dom de Deus, 1999.

 

Após a morte de Madre Elisa, o Instituto foi dirigido por Madre Teresa Rossi que convocou o III Capítulo geral para 15 de abril de 1936. Ela mesma foi eleita Priora geral. A Congregação está em desenvolvimento. Enquanto se aproxima o término dos sete anos para a aprovação definitiva das Constituições surgem algumas dificuldades. A Congregação é apoiada pelo Padre Raffaele Baldini dos Servos de Maria. Em 1941, obtém a aprovação definitiva das Constituições.

Com a segunda guerra mundial, a vida torna-se muito dura, poucos são os contatos com as comunidades, e completamente interrompidos com a missão do Brasil. Para responder as necessidades urgentes surgidas no após-guerra é intensificada a atividade educativo-assistencial com colônias (grandes casas) que acolhem crianças que ficaram sozinhas ou de famílias em situações precárias, a assistência de enfermagem nos hospitais, clínicas, e servindo refeições para os pobres. Em 1950, a Sede geral de Adria foi transferida para Roma, na Via Cassia Antiga, 123. Um amplo edifício que, além de Sede geral, acolhe diversas atividades da Congregação.

Em novembro do Ano Mariano de 1954, em Rovigo, foi coroada a imagem de Nossa Senhora das Dores, na conclusão de uma missão mariana na cidade, animada pelos Servos de Maria. Dois anos depois, inicia o processo diocesano para a Beatificação da Serva de Deus Irmã M. Dolores Inglese e, em 1966, o de Madre Elisa Andreoli.

No período pós-conciliar, iniciou-se um trabalho de aprofundamento das origens e de renovação como resposta aos apelos da Igreja, cujo fruto é uma renovada identidade carismática, uma releitura sobre nossas presenças e serviços apostólicos em realidades de maior pobreza social e de presença eclesial. Em 1969, o Instituto elabora um novo texto das Constituições, conforme as orientações do Concílio Vaticano II, texto que, depois de sucessivas revisões, será aprovado pela Santa Sé, em 31 de março de 1982. Um novo impulso missionário anima a Congregação para anunciar o Reino, através do seu serviço humilde nas regiões mais carentes de presença religiosa na Itália e em várias realidades do mundo. Com o encaminhamento do Centro Mariano de Rovigo, em 1973, inicia na Congregação o empenho direto para tornar conhecida a missão de Maria no plano da Salvação, ressaltando também nossa presença em santuários marianos, particularmente em Fátima, e a renovação da “Obra reparadora” – hoje Associação “Nossa Senhora das Dores” – para envolver e partilhar com os leigos nossa espiritualidade e missão.

Ao longo dos anos são abertas diversas comunidades de inserção apostólica, além da Itália e no Brasil: em Portugal (1972), na Argentina (1977), na Costa do Marfim (1984), na Bolívia (1990), na Albânia (1991), nas Filipinas (2000), no Peru (2005), em Togo (2008), no México (2009).

Nesta dinâmica, são momentos significativos, os Capítulos gerais que se propõem avaliar a fidelidade ao Carisma, a resposta aos apelos da Igreja, sociais, e a elaboração de um renovado projeto de vida e de missão.

Gratas pela pérola preciosa do carisma que Madre Elisa nos deixou como herança para ser vivido e anunciado, queremos celebrar nosso Primeiro Centenário de Missão Ad gentes com renovada paixão no anúncio do Reino e unir-nos na súplica, para que o Bom Deus nos conceda a alegria da Beatificação de Madre Elisa Andreoli e Irmã Maria Dolores, mulheres portadoras de algumas virtudes bem distintas e, ao mesmo tempo, de uma profunda sintonia na vivência do amor a Deus, da sua compaixão pelas pessoas que sofrem, mulheres discípulas missionárias, a exemplo de Maria, Mãe e Serva do Senhor!

Fonte: Livro Venerável Madre Maria Elisa Andreoli – Fundadora das Servas de Maria Reparadora – páginas 24, 25 e 26

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