





Ir. Valdete Guimarães, SMR
A escola de Jesus, foi a história do seu povo, a Bíblia. Ele conhecia muito bem a Bíblia, pois aprendeu a ler na sinagoga e em casa. É na bíblia que ele encontrava respostas contra as tentações do diabo (Lc 4,4). Na bíblia encontrava também respostas contra as provocações dos adversários que procuravam desautorizá-lo diante do povo e desviá-lo do caminho do Pai (Mc 2,25-26). Na hora da Paixão, ele rezou salmos (Mc 15,34; Lc 23,46; Jo 19,28);
1. Educação formal de Jesus:
– lc, 2, 4152: Templo;
– Lc 2,51: Em Nazaré;
– Lc 4,16: frequentava a Sinagoga (ler e escrever);
– Jesus atraia as pessoas com o seu modo de ensinar;
2. Lugar do ensinamento:
– Sinagoga, Templo;
– Jesus também ensina na montanha (Mt 5,1-2);
– À beira do lago (Jo 1,29ss.);
– À beira do poço (Jo 4);
– No caminho (Lc 24);
– Em casa (Lc 10,38-42).
Jesus não apenas ensina com palavras, seu ensinamento é relacional.Os discípulos de Jesus dirigem-se a ele como Mestre que fala com sabedoria e ensina com amor (Jo 1,37ss; 4,31; 9,1-2; 11,8; Mc 9,5;11,21; 14,45). Os doutores da lei também o reconheceram como Rabi(Mt 22,35-36); os fariseus (Lc 19,39); e os saduceus (Lc 20,27-28).
3. O ensinamento de Jesus:
A maioria dos ensinamentos de Jesus eram feitos através de Parábolas: metáforas, provérbios, enigmas, paradoxos.Jesus ensinava com autoridade, diferente dos escribas e fariseus (Mt 7,28-29; Mc 1,21-22). Jesus ensina a misericórdia e acolhimento, libertando diversas categorias de cativos:
– Os pecadores (Lc 15,7-10);
– Cobradores de impostos (Lc 15,1-2;19,7);
– Economicamente oprimidos (Lc 16,19-31);
– Os doentes (Lc 13,10-17);
É interessante perceber que os Evangelhos nos mostram que estas pessoas se envolvem no processo de libertação, tomando parte nas ações de Jesus, que devolve a dignidade e o senso de pertença à comunidade de discípulos.
TRAÇOS DA PEDAGOGIA DE JESUS
A “escola de Jesus” tem uma pedagogia própria, que não se impõe, mas se apresenta como uma oferta gratuita de aprendizado para quem busca fazer a experiência com Ele.
1. Jesus corrige:
– Jesus corrige Pedro: (Mt 16,23; Mc 8,33);
– Jesus reprova o comportamento do Tiago e João (Lc 9,55);
2. Jesus sabe esperar:
– O mestre sabe que o discípulo precisa de tempo para assimilar.
– Os discípulos assimilarão certas coisas somente mais tarde (Jo13,7;13,36; 14,20, 14,26, 16,13).
3. Jesus precede com o exemplo:
– Coerência entre ensinamento e comportamento – Jesus vive o que ensina.Em um processo educativo, a pessoa do mestre é muito importante.Uma postura elementar do discípulo/a, que busca segui-lo captando sua misteriosa coerência de vida, que brota de uma autoridade interior, diferente daquela dos escribas e fariseus (cf. Mt 23,3-8).
4. A pedagogia de Jesus se move a partir da gratuidade:
Jesus é um pedagogo que com muita discrição e respeito, reúne todas as condições favoráveis para deixar Deus fazer sua obra de Evangelho nas pessoas que encontra no seu caminho: “Minha filha, meu filho, tua fé salvou” (cf. Mc 5,34; Lc 8,48). Esta pedagogia nos auxilia a afastar-nos da arrogância e da fantasia de nos sentirmos superiores e liberta-nos da angústia de não ter feito nunca o suficiente.
5. Uma pedagogia que promove as pessoas:
– Jesus suscita a coragem humana de “ser”, provocando nas pessoas que estão desanimadas o desejo e a força de vida.Provoca o desejo de viver!Essa é a fé mais elementar, a mais básica: acreditar que posso viver!
6. A pedagogia da gestação:
– A experiência da gestação nos move a sair de uma prática do enquadramento. A considerar que as pessoas não são receptoras passivas de nossos ensinamentos.A imagem da “gestação” está ligada ao dom da vida e chama atenção justamente para o compromisso com seu o cuidado em todas as suas dimensões. Sendo assim, o ensinamento, a evangelização devem ser gestados a partir de espaços livres, comunitários e fraternos, onde a fé cristã possa emergir com uma renovada pertinência na busca de mais humanidade e de melhor qualidade de vida.
7. A pedagogia da comunhão:
A Encíclica Fratelli Tutti chama atenção para uma “comunhão universal” (n. 95), para “uma comunidade feita de irmãos/as que se acolhem mutuamente e cuidam uns dos outros” (n. 96). Essa abertura é geográfica, mas mais ainda existencial.É urgente retomarmos a experiência do cuidado entre nós e com o cosmo.
O grito que ecoa da Encíclica é o da fraternidade e da amizade social, pois “se não seguirmos este caminho corremos o risco de fazer parte de um mundo onde estamos todos contra todos”.
8. A pedagogia do amor
– A vida toda de Jesus foi uma vida doada por amor (Jo 15,9). No amor se encontra o segredo da pedagogia de Jesus. Os discípulos compreendem que Jesus quer o seu bem, e são chamados por amor e educados para o amor. Por fim Jesus pede aos discípulos que se amem, como Ele os ama (Cf. Jo 13,34;15,12).
– A pedagogia de Jesus passa muito mais pela questão do diálogo do que pela imposição de verdades prontas. A experiência com o Mestre nos remete a uma práxis kenótica.Abre perspectivas para refazermos as relações em nossos espaços educativos, comunidades, a partir de uma unidade que agrega e cria comunhão.
9. A eficácia da pedagogia de Jesus:
– Os relatos da paixão parecem nos mostrar que o ensinamento de Jesus fracassou. Os discípulos o abandoaram, Judas o traiu, Pedro o renegou. Estes discípulos aprenderam de Jesus por um tempo …“Nós esperávamos que ele fosse salvar Israel …” (cf. Lc 24,21);
– Mas, o Ressuscitado permanece como Mestre e pacientemente lhes explica as Escrituras e os ajuda a chegarem à fé;
– Os discípulos são lentos, mas chegam à dinâmica da fé: “Não ardia o nosso coração ….” (cf. Lc 24,32).
– No livro dos Atos dos Apóstolos os discípulos continuam a missão de Jesus – eis a eficácia de seu ensinamento: o ensinamento de Jesus continua na vida – práxis – de cada discípulo/a.
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