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03 fev

A MISSÃO AD GENTES

 

Ádria (Rovigo) 1921, a Fundadora, Madre Elisa (sentada no centro) com as primeiras missionárias que partem para o Acre (Brasil).

 

Um novo campo de serviço se abre inesperadamente e a opção de Madre Elisa de responder se revela coerente com seu amor pela Ordem dos Servos de Maria, da qual vem assim a partilhar além da espiritualidade também a missão. Reconhece um chamado do Senhor para abrir o seu Instituto ainda, aos inícios, à missão Ad gentes, quando recebe o pedido da Ordem dos Servos, em 1921, para enviar as Irmãs na missão do Acre-Purus (Brasil), na inacessível Região amazônica onde, há um ano, se encontram os Servos de Maria. Depois de um tempo de reflexão, Madre Elisa pede a adesão livre das suas Irmãs, sublinhando que nenhuma seria enviada por obediência. São muitas aquelas que respondem com entusiasmo e prontas para partir. A Fundadora escolhe seis: Constantina Gian, Ester Bressan, Margarida Dametto, Mercedes Andreello, Rosária Vettorato e Augusta Franceschi, ainda postulante. Surpresa e comovida, as envia com alegria para anunciar o Evangelho e a servir os pobres.

Em 1941, dom Bernardi da Ordem dos Servos e bispo desta missão, fazendo um balanço dos vinte anos transcorridos pelas Servas de Maria Reparadoras no Acre, testemunha: “Após a ocasião que tive de conhecer o Instituto das Irmãs Servas de Maria Reparadoras desde os inícios e de acompanhar seu maravilhoso desenvolvimento, agrada à divina Providência dispor dos acontecimentos em tal modo que eu compartilhasse com elas também o primeiro período de minha vida transoceânica… Partilhamos desde os primeiros anos, as poucas alegrias e as muitas amarguras inerentes à nova fundação, quase sem adverti-las, tanto era a concórdia cooperativa num trabalho cheio de dificuldades”.

As missionárias que partiram de Bolonha (Itália), em 27 de junho de 1921, chegam a Sena Madureira (Acre), em 14 de novembro. E, de imediato, iniciam com o acolhimento de meninas abandonadas, ensinando-lhes, além do catecismo, a ler e escrever, a matemática e a geometria, a costura e bordado, o canto e tocar piano. Difundida a notícia das atividades desenvolvidas por elas, são chamadas a Rio Branco e a Xapuri para a reorganização do hospital e da educação. Em quinze anos, expandem-se até São Paulo e Rio de Janeiro.

Madre Elisa acompanha as suas filhas missionárias com a exortação e afeto. Solicita-lhes o dom total e amoroso de si mesmas no anúncio do Evangelho. Madre Elisa estando gravemente doente escreve, em 1935: “Minhas queridas filhas missionárias de Sena, rezo por vocês. Estejam certas de que quanto mais estão longe, tanto mais penso em vocês e tenho-as unidas no coração. A generosidade de vocês tem merecimento por terem deixado tudo por amor de Jesus e de Maria. Mas, por caridade, não fiquem orgulhosas. Vocês não podiam ter dado este passo, se Deus não lhes inspirasse uma forte vontade. Então, a Deus somente honrar e alegria… Amo-as muito, muito. Iremos nos ver no paraíso”. Porém, o caminho a ser percorrido é ainda longo.

 

Fonte: Livro Venerável Madre Maria Elisa Andreoli – Fundadora das Servas de Maria Reparadora – páginas 12 e 13

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